quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Flor Caveira

Já e ordinário ouvir falar de pontos negros ou Tiago guillul, mas agora de João coração? Fosse ele quem fosse tem o seu nº 1 sessões de Cezimbra, entre os destaques duma superfície de não mencionável nome. ouvia-o. O número das canções ia em gradativo crescendo e com a paixão que por este sentia o mesmo sucedia. Sente-se o fado, o patriotismo de um indomável romântico, a sua apetência pelo pecado (apesar de estarem na sua aura vincados indicadores de crença na providência)...
Por ele veiculam boas imagens, se soltam cupidos e matrimonialmente se desvenda a voz ocultada pelo fervoroso amor que sente. Claro está, sem dispensar a participação dos seus irmãos da flor caveira.
Duma escrita bastante sóbria resultam novos rumos que são percorridos e encontrados ao longo da sua audição. Este gent nao deve mais ao sacerdocio ou ao patriarcado, pelo menos, mais do que eles lhe devem a ele. Orou o que havia para orar.
Por ele veiculam boas imagens, se soltam cupidos e matrimonialmente se desvenda a voz ocultada pelo fervoroso amor que sente. Claro está, sem dispensar a participação dos seus irmãos da flor caveira.
Duma escrita bastante sóbria resultam novos rumos que são percorridos e encontrados ao longo da sua audição. Este gent nao deve mais ao sacerdocio ou ao patriarcado, pelo menos, mais do que eles lhe devem a ele. Orou o que havia para orar.
sábado, 22 de novembro de 2008
40 Anos de Arte, Criatividade e Brancura
Deixo-vos com o texto publicado no blog sound + vision nste mesmo dia e com este mesmo propósito:
Em 1968 o rock’n’roll acordou do garrido e inspirador sonho caleidoscópico em que vivera entre 1966 e 67, e acordou perante os pesadelos do mundo real. O Vietname em guerra e os protestos pela paz. As mortes de Luther King e Robert Kennedy a assombrar um ano eleitoral americano que termina com a primeira vitória de Nixon. A resposta totalitária e implacável à breve “Primavera” em Praga. O fim derrotado (apesar das conquistas entretanto lançadas para sociedade) dos que saíram às ruas de Paris, no mês de Maio...Os pesadelos chegavam do mundo em seu redor, mas também de dentro do próprio universo do rock’n’roll. Os Pink Floyd perdiam Syd Barrett. Brian Jones dava o seu último concerto com os Rolling Stones que entravam em nova etapa de vida ao som de Beggars' Banquet. Os Beach Boys viviam na pele um ano de desaire, com evidente fuga de velhos admiradores para outras paragens. Enquanto isto, em Londres, os Beatles apresentavam um novo álbum. A 22 de Novembro. Faz hoje 40 anos.A história do disco começa alguns meses antes. Em Maio de 1968, depois de chegados de uma temporada na Índia (em meditação com o Maharishi Mahesh), reúnem-se em casa de George Harrison para trabalhar. Gravam 23 maquetes e definem o caminho para o que seria um novo disco. Acabaria por se chamar simplesmente The Beatles. Seria um álbum duplo, e um dos mais importantes da sua obra. Mas os quatro músicos sentiram, ao gravá-lo, que era o princípio do fim. Como reacção ao excesso de informação de Sgt. Peppers (de 1967), optaram por uma simples capa branca, aí nascendo o nome White Album (o tal Álbum Branco) pelo qual ficou conhecido.O disco revelava uns Beatles mais versáteis que nunca, num alinhamento de grandes canções (como Back in the USSR, Savoy Truffle, ou Dear Prudence) que ia das mais discretas baladas ao mais intenso hard rock. Não faltavam motivos para aclamar, novamente, uma banda que escrevia a história... Mas poucos imaginavam quão assombrado todo o projecto nascera. Com apenas uma canção de Lennon e McCartney verdadeiramente escrita a dois (apesar de todas serem co-assinadas), o disco revelava uma evidente separação de interesses. Paul cantando essencialmente o amor, John ensaiando um registo mais crítico e aguerrido. George e Ringo também presentes como autores.Primeiro disco gravado depois da criação da Apple Corps, era um álbum feito por músicos que agora também eram empresários. A morte de Brian Epstein e a presença de Yoko Ono sublinharam um clima que acabou expresso num álbum fruto do seu tempo. Um álbum de 1968, o ano um depois do sonho psicadélico.
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
"and in the end, the love you take is equal to the love you make"
"Esta gente parece ter alma, porque a música está a tocar"
José Gomes Ferreira
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
"Ai Portugal meu país cheio de sonho",
parece que o citar d'Os Pontos Negros serve apenas e fundamentalmente para nos descairmos sobre o estado da música portuguesa, nos últimos anos em catadupa. Todavia há mais que uma mera vertente musical neste contexto, é por este meio também ecoado o permanente e actual lamento da nossa nação.
Estes indivíduos, cujo nome, ao contrário do que glorificam,que remete para a sua sujidade jovial, não são nada menos que "profetas"(pois mortificam uma limpeza demasiado madura). Bem mais importante que a mensagem de que é necessário um tumultuoso número de perseguidores seus, é a ideia de prestar contas com determinados seres, de entre os quais muitos entes da burla (seres esses, como é claro, sem precedentes) pertencentes a entidades de nome de infímo prestigio, tão pouco que o nome mal merece ser mencionado num blogue, que fragmentaram o poder ideológico e histórico que a este país é inerente.
Formulando uma despedida, afirmo e exponho que é deveras necessário, para concretizar o sonho que este povo tão pouco vê realizado, uma infinidade de retóricas de maioridade mental, salvando nos assim desta lacuna. Precisamos de um isótopo nosso, qualitativamente semelhante a BOB DYLAN!
Estes indivíduos, cujo nome, ao contrário do que glorificam,que remete para a sua sujidade jovial, não são nada menos que "profetas"(pois mortificam uma limpeza demasiado madura). Bem mais importante que a mensagem de que é necessário um tumultuoso número de perseguidores seus, é a ideia de prestar contas com determinados seres, de entre os quais muitos entes da burla (seres esses, como é claro, sem precedentes) pertencentes a entidades de nome de infímo prestigio, tão pouco que o nome mal merece ser mencionado num blogue, que fragmentaram o poder ideológico e histórico que a este país é inerente.
Formulando uma despedida, afirmo e exponho que é deveras necessário, para concretizar o sonho que este povo tão pouco vê realizado, uma infinidade de retóricas de maioridade mental, salvando nos assim desta lacuna. Precisamos de um isótopo nosso, qualitativamente semelhante a BOB DYLAN!
terça-feira, 7 de outubro de 2008
7 de Outubro
Tell Tale Signs - The Bootleg Series Volume 8
sábado, 4 de outubro de 2008
Quero aqui recordar
o Cohen. ele que ainda não morreu, mas merece uma infinidade de tributos. Apesar de ouvir falar dele e nas todas suas 11 obras literárias, a música dele, que remete peremptóriamente a Ele, como também para a força, sexualidade e vitalidade, sempre me foi desconhecida. Contudo, ontem liguei o aipode nano e a minha anarquia levou me à letra L que, por sua vez, me encaminhou para Leonard Cohen cuja obra profética passível de ser ouvida dava pelo nome de Songs of Leonard Cohen, comprovando então a completa falta de coesão entre o nome nano, do ipod, e o seu incomensurável e sublime conteúdo. Aquele degolador judeu siderou me. Compreendo agora todos aqueles que o ouvem, e que com esse mesmo zumbido tocam até mais não, excluíndo o não da sua comunicação (comunicação essa, de toda a ordem).A vassilagem que a ele é prestada transformou se em complemento físico e psicológico para aqueles que com isso cumpriam e a avaliar pelo modo de estar ou disposição dos seus fans, feliz, e justificavel a apelidação de génio. Assim, encontramos o ente mais próximo D'ele, Leonard Cohen. visitem-no. http://www.leonardcohen.com/
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
terça-feira, 30 de setembro de 2008
Sentado Com O Poeta Carlos Queirós No Cabaré Mecânico Instalado Durante O Carnaval No Antigo Jardim De Inverno Do Teatro De S. Luiz
E aqui estou à espera
Com este destino de dar sombra aos muros
Mas à espera de quê?
Que o despenhar do abismo me crie, enfim, asas?
Todos querem esquecer-se!
Todos querem esquecer-se!
E vêm pálidos lá de fora
Do caos das pedras e das nuvens
Dançar na pista a alegria de durar
Enquanto a orquestra ri mais alto em foxtrot.
Todos querem esquecer-se!
Todos querem esquecer-se!
E mostram com volúpia os olhos vazios
Aonde a música adiou para amanhã
Com este destino de dar sombra aos muros
Mas à espera de quê?
Que o despenhar do abismo me crie, enfim, asas?
Todos querem esquecer-se!
Todos querem esquecer-se!
E vêm pálidos lá de fora
Do caos das pedras e das nuvens
Dançar na pista a alegria de durar
Enquanto a orquestra ri mais alto em foxtrot.
Todos querem esquecer-se!
Todos querem esquecer-se!
E mostram com volúpia os olhos vazios
Aonde a música adiou para amanhã
O poiar do sofrimento em pântanos de cinza.
Todos querem esquecer-se!
Todos querem esquecer-se!
Sim, todos, todos.
Até tu, que dependuraste o suicídio no bengaleiro.
E tu, que deixaste à porta o desejo da tua mulher moribunda.
E tu, que andas a dançar com os gritos da rapariga violada no sótão.
E tu, e tu, e tu!
Todos querem esquecer-se!
Todos querem esquecer-se!
Só eu não!
Só eu vim para me lembrar dum crime qualquer,
Que cometi não sei onde nem quando, ou talvez nem cometesse.
Mas porque é que esta música me arranha o coração?
Um remorso de lágrimas de areia,
À procura de olhos
Todos querem esquecer-se!
Todos querem esquecer-se!
Sim, todos, todos.
Até tu, que dependuraste o suicídio no bengaleiro.
E tu, que deixaste à porta o desejo da tua mulher moribunda.
E tu, que andas a dançar com os gritos da rapariga violada no sótão.
E tu, e tu, e tu!
Todos querem esquecer-se!
Todos querem esquecer-se!
Só eu não!
Só eu vim para me lembrar dum crime qualquer,
Que cometi não sei onde nem quando, ou talvez nem cometesse.
Mas porque é que esta música me arranha o coração?
Um remorso de lágrimas de areia,
À procura de olhos
José Gomes Ferreira
Reckoner
Mais uma vez, os Radiohead nos surpreendem. Depois do anterior lançamento de Nude, desintegrado em 5 partes, cada uma representando um instrumento, livre para qualquer remix que possa ser feita e depois publicada no site, chega a vez da desconcertante Reckoner. No entanto, desta vez ligeiramente diferente, pois em vez de ser posta à venda como várias músicas e por isso requesitando os clássicos 0.99 euros por cada uma, ficando algo caro, é vendida como música única que é, o que torna então mais acessível a compra. Música curiosa, já bem ouvida, e que devido aos grandes períodos de silêncio e à monotonia dos instrumentos, a torna extremamente agradável.
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Allen Ginsberg desenha?
Parece que sim, e não é o único escritor que nos impressiona com manuscritos de conteúdo diferente do costume, e que a si são atribuídos. Dadas as circuntâncias, nem imaginam o que vos espera. Os desenhos desse demais podem ser observados na galeria de exposições temporárias do museu berardo( que se apoderou de estranho modo do centro cultural de belém). Visitem, não só se enriquecem visualmente como acabam por ver um warhol ou dois(ainda para mais grátis!).
Do dissociado de mister jones, o seu e vosso companheiro de quarto
Do dissociado de mister jones, o seu e vosso companheiro de quarto
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Hollywood Foto-Rhetoric: The Lost Manuscript
23 poemas; 23 fotografias
17
after crashin the sportscar
into the chandelier
i ran out t the phone booth
made a call t my wife. she wasnt home.
i panicked. i called up my best friend
but the line was busy
then i went t a party but couldnt find a chair
somebody wiped their feet on me
so i decided t leave
i felt awful. my mouth was puckered.
arms were stickin thru my neck
my stomach was stuffed an bloated
dogs licked my face
people stared at me an said
“what’s wrong with you?”
passin two successful friends of mine
i stopped t talk.
they knew i was feelin bad
an gave me some pills
i went home an began writin
a suicide note
it was then that i saw
that crowd comin down
the street
i really have nothing
against
marlon brando
into the chandelier
i ran out t the phone booth
made a call t my wife. she wasnt home.
i panicked. i called up my best friend
but the line was busy
then i went t a party but couldnt find a chair
somebody wiped their feet on me
so i decided t leave
i felt awful. my mouth was puckered.

arms were stickin thru my neck
my stomach was stuffed an bloated
dogs licked my face
people stared at me an said
“what’s wrong with you?”
passin two successful friends of mine
i stopped t talk.
they knew i was feelin bad
an gave me some pills
i went home an began writin
a suicide note
it was then that i saw
that crowd comin down
the street
i really have nothing
against
marlon brando
death silenced her pool
the day she died
hovered over
her little toy dogs
but left no trace
of itself
at her
funeral
the day she died
hovered over
her little toy dogs
but left no trace
of itself
at her
funeral
os poemas não são os correspondentes das respectivas fotografias
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
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