domingo, 24 de maio de 2009
terça-feira, 12 de maio de 2009
terça-feira, 21 de abril de 2009
...ainda sobre o mesmo...
"o pungente e espelhado retrato de johnny revestido pelas cavalgadas mundanas que mais tarde viria a ser o grunge, a aculturação das vivências underground, a imposição do veludo às massas, num banquete de vicissitudes laboralizadas por uma fotografia banal , tudo isto criou o ambiente de glória no qual não se culpabiliza outro senão Judas, de todos os nossos pecados"
companheiro de quarto
Patti Smith's Horses
Este texto foi originalmente publicado no jornal da Escola Secundária Infanta Dona Maria, pelo que lamentamos a não exclusividade deste, apenas justificada pela falta de tempo, paciência e inspiração.
domingo, 1 de março de 2009
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

By Bob Dylan
i'm standing there watching the parade/
feeling combination of sleepy john estes.
jayne mansfield. humphry bogart/morti-
mer snerd. murph the surf and so forth/
erotic hitchhiker wearing japanese
blanket. gets my attention by asking didn't
he see me at this hootenanny down in
puerto vallarta, mexico/i say no you must
be mistaken. i happen to be one of the
Supremes/then he rips off his blanket
an suddenly becomes a middle-aged druggist.
up for district attorney. he starts scream-
ing at me you're the one. you're the one
that's been causing all them riots over in
vietnam. immediately turns t a bunch of
people an says if elected, he'll have me
electrocuted publicly on the next fourth
of july. i look around an all these people
he's talking to are carrying blowtorches/
needless t say, i split fast go back t the
nice quiet country. am standing there writing
WHAAT? on my favorite wall when who should
pass by in a jet plane but my recording
engineer "i'm here t pick up you and your
lastest works of art. do you need any help
with anything?''
(pause)
my songs're written with the kettledrum
(pause)
my songs're written with the kettledrum
in mind/a touch of any anxious color. un-
mentionable. obvious. an people perhaps
like a soft brazilian singer . . . i have
given up at making any attempt at perfection/
the fact that the white house is filled with
leaders that've never been t the apollo
theater amazes me. why allen ginsberg was
not chosen t read poetry at the inauguration
boggles my mind/if someone thinks norman
mailer is more important than hank williams
that's fine. i have no arguments an i
never drink milk. i would rather model har-
monica holders than discuss aztec anthropology/
english literature. or history of the united
nations. i accept chaos. I am not sure whether
it accepts me. i know there're some people terrified
of the bomb. but there are other people terrified
t be seen carrying a modern screen magazine.
experience teaches that silence terrifies people
the most . . . i am convinced that all souls have
some superior t deal with/like the school
system, an invisible circle of which no one
can think without consulting someone/in the
face of this, responsibility/security, success
mean absolutely nothing. . . i would not want
t be bach. mozart. tolstoy. joe hill. gertrude
stein or james dean/they are all dead. the
Great books've been written. the Great sayings
have all been said/I am about t sketch You
a picture of what goes on around here some-
times. though I don't understand too well
myself what's really happening. i do know
that we're all gonna die someday an that no
death has ever stopped the world. my poems
are written in a rhythm of unpoetic distortion/
divided by pierced ears. false eyelashes/sub-
tracted by people constantly torturing each
other. with a melodic purring line of descriptive
hollowness -- seen at times through dark sunglasses
an other forms of psychic explosion. a song is
anything that can walk by itself/i am called
a songwriter. a poem is a naked person . . . some
people say that i am a poet
(end of pause)
an so i answer my recording engineer
people say that i am a poet
(end of pause)
an so i answer my recording engineer
"yes. well i could use some help in getting
this wall in the plane"
para partilhar um pouco de poesia (se assim poderá ser chamada), rigorosamente transcrita do álbum que marcou o início de uma época e o fim de outra, para o autor e para o mundo, "Bringing It All Back Home". Através dos pequenos textos presentes tanto neste álbum como no que se lhe seguiria e que registaria o culminar artístico de Dylan, "Highway 61 Revisited", ou do seu livro "Tarântula", obra de elevado nível de interesse que explora campos como o da abstracção, da simples musicalidade das palavras, ou da poesia profunda (ou demasiado superficial?), é nos mostrado um pouco do que era o seu mundo (ou o que aparentava ser), e do que era, e ainda continua a ser, o Mundo, observações passageiras, histórias mais verídicas do que aparentam, divagações surrealistas e de intrincada complexidade resultantes numa ou várias perturbações mentais, tanto no autor como no leitor e, sempre presente, o toque magistral de Dylan.
domingo, 11 de janeiro de 2009
The Walkmen

Agora que já não sou dissimulado, que se escondia debaixo das saias de mister jones, para assim, ser ouvido ou lido, que receava as portas já abertas pelas quais se via a rua e o caminho para o desconsolo e que uma vez vistas deixavam de lado a sua intrasponibilidade. De momento, já me encontro confiante, cá fora, e com o direito de vos falar de um dos grandes discos do ano, falo claro de you&me.
Este último surge-se com mais quatro irmãos, sendo o mais novo mas não o menos maduro. Criança adorável esta! Nasceu já a saber como satisfazer nos a todos, sem fugir à precedência. É o culminar deste saber já antigo de dar ao piano o papel mais audivél, uma admirável voz, roubada a Tom Petty ( comentário igualmente roubado a meu pai), e espontâneas guitarradas, suscitando amplitudes sonoras a cheirar a euforia norte-americana. De dónde está la playa a if only it were true, findando este seu disco mas não uma auspiciosa carreira, e, passando pela desfrisante in the new year ( mesmo a calhar) e, também por canadian girl, retirando o protagonismo ás outras duas, que principiam e acabam este CD. Porquanto, todos foram criados quase como um arremesso à cabeça alheia com o fito de a acordar para cultura pop. Quero com isto deixar sublinhado o facto de as boas bandas andarem por aí cobertas por si ou simplesmente pela exaustiva comercialização de outras. Para formar a regra existem algums bons grupos, tais como spiritualized, vampire weekend entre outros... Saúdo-vos e um bom ano.
Este último surge-se com mais quatro irmãos, sendo o mais novo mas não o menos maduro. Criança adorável esta! Nasceu já a saber como satisfazer nos a todos, sem fugir à precedência. É o culminar deste saber já antigo de dar ao piano o papel mais audivél, uma admirável voz, roubada a Tom Petty ( comentário igualmente roubado a meu pai), e espontâneas guitarradas, suscitando amplitudes sonoras a cheirar a euforia norte-americana. De dónde está la playa a if only it were true, findando este seu disco mas não uma auspiciosa carreira, e, passando pela desfrisante in the new year ( mesmo a calhar) e, também por canadian girl, retirando o protagonismo ás outras duas, que principiam e acabam este CD. Porquanto, todos foram criados quase como um arremesso à cabeça alheia com o fito de a acordar para cultura pop. Quero com isto deixar sublinhado o facto de as boas bandas andarem por aí cobertas por si ou simplesmente pela exaustiva comercialização de outras. Para formar a regra existem algums bons grupos, tais como spiritualized, vampire weekend entre outros... Saúdo-vos e um bom ano.
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Flor Caveira

Já e ordinário ouvir falar de pontos negros ou Tiago guillul, mas agora de João coração? Fosse ele quem fosse tem o seu nº 1 sessões de Cezimbra, entre os destaques duma superfície de não mencionável nome. ouvia-o. O número das canções ia em gradativo crescendo e com a paixão que por este sentia o mesmo sucedia. Sente-se o fado, o patriotismo de um indomável romântico, a sua apetência pelo pecado (apesar de estarem na sua aura vincados indicadores de crença na providência)...
Por ele veiculam boas imagens, se soltam cupidos e matrimonialmente se desvenda a voz ocultada pelo fervoroso amor que sente. Claro está, sem dispensar a participação dos seus irmãos da flor caveira.
Duma escrita bastante sóbria resultam novos rumos que são percorridos e encontrados ao longo da sua audição. Este gent nao deve mais ao sacerdocio ou ao patriarcado, pelo menos, mais do que eles lhe devem a ele. Orou o que havia para orar.
Por ele veiculam boas imagens, se soltam cupidos e matrimonialmente se desvenda a voz ocultada pelo fervoroso amor que sente. Claro está, sem dispensar a participação dos seus irmãos da flor caveira.
Duma escrita bastante sóbria resultam novos rumos que são percorridos e encontrados ao longo da sua audição. Este gent nao deve mais ao sacerdocio ou ao patriarcado, pelo menos, mais do que eles lhe devem a ele. Orou o que havia para orar.
sábado, 22 de novembro de 2008
40 Anos de Arte, Criatividade e Brancura
Deixo-vos com o texto publicado no blog sound + vision nste mesmo dia e com este mesmo propósito:
Em 1968 o rock’n’roll acordou do garrido e inspirador sonho caleidoscópico em que vivera entre 1966 e 67, e acordou perante os pesadelos do mundo real. O Vietname em guerra e os protestos pela paz. As mortes de Luther King e Robert Kennedy a assombrar um ano eleitoral americano que termina com a primeira vitória de Nixon. A resposta totalitária e implacável à breve “Primavera” em Praga. O fim derrotado (apesar das conquistas entretanto lançadas para sociedade) dos que saíram às ruas de Paris, no mês de Maio...Os pesadelos chegavam do mundo em seu redor, mas também de dentro do próprio universo do rock’n’roll. Os Pink Floyd perdiam Syd Barrett. Brian Jones dava o seu último concerto com os Rolling Stones que entravam em nova etapa de vida ao som de Beggars' Banquet. Os Beach Boys viviam na pele um ano de desaire, com evidente fuga de velhos admiradores para outras paragens. Enquanto isto, em Londres, os Beatles apresentavam um novo álbum. A 22 de Novembro. Faz hoje 40 anos.A história do disco começa alguns meses antes. Em Maio de 1968, depois de chegados de uma temporada na Índia (em meditação com o Maharishi Mahesh), reúnem-se em casa de George Harrison para trabalhar. Gravam 23 maquetes e definem o caminho para o que seria um novo disco. Acabaria por se chamar simplesmente The Beatles. Seria um álbum duplo, e um dos mais importantes da sua obra. Mas os quatro músicos sentiram, ao gravá-lo, que era o princípio do fim. Como reacção ao excesso de informação de Sgt. Peppers (de 1967), optaram por uma simples capa branca, aí nascendo o nome White Album (o tal Álbum Branco) pelo qual ficou conhecido.O disco revelava uns Beatles mais versáteis que nunca, num alinhamento de grandes canções (como Back in the USSR, Savoy Truffle, ou Dear Prudence) que ia das mais discretas baladas ao mais intenso hard rock. Não faltavam motivos para aclamar, novamente, uma banda que escrevia a história... Mas poucos imaginavam quão assombrado todo o projecto nascera. Com apenas uma canção de Lennon e McCartney verdadeiramente escrita a dois (apesar de todas serem co-assinadas), o disco revelava uma evidente separação de interesses. Paul cantando essencialmente o amor, John ensaiando um registo mais crítico e aguerrido. George e Ringo também presentes como autores.Primeiro disco gravado depois da criação da Apple Corps, era um álbum feito por músicos que agora também eram empresários. A morte de Brian Epstein e a presença de Yoko Ono sublinharam um clima que acabou expresso num álbum fruto do seu tempo. Um álbum de 1968, o ano um depois do sonho psicadélico.
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
"and in the end, the love you take is equal to the love you make"
"Esta gente parece ter alma, porque a música está a tocar"
José Gomes Ferreira
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
"Ai Portugal meu país cheio de sonho",
parece que o citar d'Os Pontos Negros serve apenas e fundamentalmente para nos descairmos sobre o estado da música portuguesa, nos últimos anos em catadupa. Todavia há mais que uma mera vertente musical neste contexto, é por este meio também ecoado o permanente e actual lamento da nossa nação.
Estes indivíduos, cujo nome, ao contrário do que glorificam,que remete para a sua sujidade jovial, não são nada menos que "profetas"(pois mortificam uma limpeza demasiado madura). Bem mais importante que a mensagem de que é necessário um tumultuoso número de perseguidores seus, é a ideia de prestar contas com determinados seres, de entre os quais muitos entes da burla (seres esses, como é claro, sem precedentes) pertencentes a entidades de nome de infímo prestigio, tão pouco que o nome mal merece ser mencionado num blogue, que fragmentaram o poder ideológico e histórico que a este país é inerente.
Formulando uma despedida, afirmo e exponho que é deveras necessário, para concretizar o sonho que este povo tão pouco vê realizado, uma infinidade de retóricas de maioridade mental, salvando nos assim desta lacuna. Precisamos de um isótopo nosso, qualitativamente semelhante a BOB DYLAN!
Estes indivíduos, cujo nome, ao contrário do que glorificam,que remete para a sua sujidade jovial, não são nada menos que "profetas"(pois mortificam uma limpeza demasiado madura). Bem mais importante que a mensagem de que é necessário um tumultuoso número de perseguidores seus, é a ideia de prestar contas com determinados seres, de entre os quais muitos entes da burla (seres esses, como é claro, sem precedentes) pertencentes a entidades de nome de infímo prestigio, tão pouco que o nome mal merece ser mencionado num blogue, que fragmentaram o poder ideológico e histórico que a este país é inerente.
Formulando uma despedida, afirmo e exponho que é deveras necessário, para concretizar o sonho que este povo tão pouco vê realizado, uma infinidade de retóricas de maioridade mental, salvando nos assim desta lacuna. Precisamos de um isótopo nosso, qualitativamente semelhante a BOB DYLAN!
terça-feira, 7 de outubro de 2008
7 de Outubro
Tell Tale Signs - The Bootleg Series Volume 8
sábado, 4 de outubro de 2008
Quero aqui recordar
o Cohen. ele que ainda não morreu, mas merece uma infinidade de tributos. Apesar de ouvir falar dele e nas todas suas 11 obras literárias, a música dele, que remete peremptóriamente a Ele, como também para a força, sexualidade e vitalidade, sempre me foi desconhecida. Contudo, ontem liguei o aipode nano e a minha anarquia levou me à letra L que, por sua vez, me encaminhou para Leonard Cohen cuja obra profética passível de ser ouvida dava pelo nome de Songs of Leonard Cohen, comprovando então a completa falta de coesão entre o nome nano, do ipod, e o seu incomensurável e sublime conteúdo. Aquele degolador judeu siderou me. Compreendo agora todos aqueles que o ouvem, e que com esse mesmo zumbido tocam até mais não, excluíndo o não da sua comunicação (comunicação essa, de toda a ordem).A vassilagem que a ele é prestada transformou se em complemento físico e psicológico para aqueles que com isso cumpriam e a avaliar pelo modo de estar ou disposição dos seus fans, feliz, e justificavel a apelidação de génio. Assim, encontramos o ente mais próximo D'ele, Leonard Cohen. visitem-no. http://www.leonardcohen.com/
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
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